sexta-feira, 27 de maio de 2011

Eu entro aí?

Estamos quase encerrando o ano acadêmico aqui em Roma. Os confrades das universidades pontifícias já estão se preparando para as provas finais, o do doutorado já falou com seu orientador e já está quase de férias, os do curso de formadores encerraram hoje na Universidade Salesiana e se preparam para domingo partirem em peregrinação aos lugares dehonianos, e os confrades que trabalham na Cúria Geral e no Colégio internacional se preparam para o longo verão de muito calor.
Com tudo isso acontecendo nós, dehonianos brasileiros em Roma, nos demos conta que hoje era o último dia em que todos estariam em casa antes da dispersão. Resolvemos sair um pouco da rotina e fomos jantar fora, com direito a vinho, pasta e risoto.
Quando chegamos ao restaurante tivemos uma grande surpresa, o Padre Cláudio Weber, nosso conselheiro geral, disse em alto e bom português que nos amava. Foi uma comoção geral. E não ficou só nisso, ele para demonstrar concretamente o seu amor por nós, pagou a conta do jantar. Realmente, é muito bom ser amado.
Para finalizar nossa reunião de despedidas e declarações bombásticas, fomos até a sorveteria e terminamos a noite degustando uma das maravilhas da Itália: il gelato.




É claro que fizemos uma foto para registrar essa noite histórica. O Vagner passou a máquina para uma turista que estava na sorveteria e correu para fazer pose. Mas com medo de que a mulher não enquadrasse bem todos na foto, pois, diga-se de passagem, temos alguns gordinhos no grupo, tipo Everton e Fernando, gritou: Eu entro aí?
A mulher fez cara de que entendeu tudo, tirou a foto e voltamos felizes para casa.
Ah, como é bom ser dehoniano...

P.S. 1 – Amanhã (28 de maio)faz um ano que o Djalma e o Mário chegaram a Roma. Um ano de emoções, estudos, momentos de celebrações, lágrimas escondidas, conversas, sustos e risadas. Valeu.

P.S.2 – Para maiores informações:
•Confrades que estão se preparando para as provas: Claudio Buss, Anísio e Everton;
•Confrade fazendo doutorado, mas já de férias: Mário Marcelo;
•Confrades que terminaram o curso de formadores: Fernando e Djalma;
•Confrade do Colégio Internacional: Vagner (você sempre estará dentro, não se preocupe);
•Confrade Conselheiro Geral da Cúria: Pe. Cláudio Weber (também amamos você...)

sábado, 30 de abril de 2011

A disponibilidade do Padre Vagner em nossa casa: economia sob a perspectiva da missão


Salve!

É comum em Roma utilizar desta saudação, da qual me agrada muito. Fiquei feliz quando fui convidado pelo padre Djalma, atual coordenador deste blog, a descrever um pouco sobre minha rotina de trabalhos em nosso Colégio Internacional Leão Dehon.

Começo dizendo que é uma missão interessante, no aspecto de aprendizagem e de profunda experiência com Deus, já que estou na capital do catolicismo. Ao mesmo tempo é divertida, pois vivi momentos incríveis e inimagináveis.

Tudo começou no Capítulo Provincial da Brasil Central, em Varginha, em julho de 2007. Na ocasião, o padre Claudio Weber falava sobre a nossa Casa Geral e conseqüentemente sobre o Colégio Internacional, pois ambos estão num mesmo espaço físico e onde oferece possibilidades de estudos em diversas áreas do saber.

Ao final de sua apresentação, disse-lhe que se é interesse da Congregação e da Província poderia estudar, mas só se fosse na área econômica, pois filosofia e teologia não estavam nos meus planos, mesmo gostando muito dessas duas áreas. Então ele me perguntou se era verdade. Respondi: sim! Logo ele conversou com o padre Paulo Hülse, provincial na época, e o padre Mariano Weizenmann, atual provincial.

Após o jantar, o padre Claudio me chamou, me fez algumas perguntas e ao final, como ele sempre gosta de fazer, isto é, faz a sondagem e depois nos mata de susto, disse-me que precisaria de um ecônomo para ajudar no Colégio e na Casa Geral. Confesso que levei um susto. Primeiros pensamentos foram: “meu Deus, será que falarei italiano” e outro “caramba! lá é a terra do queijo, credo!”. Mas ele me tranqüilizou quando disse: “faça a experiência, e se não gostar ou não se adaptar, volte!”. Palavras que foram usadas pelo padre Mariano. Fiquei tranqüilo.

Por isso, estar em Roma, embora seja por trabalho ou serviço, auxiliando tanto no Colégio como na nossa Casa Geral, vejo como missão. O termo trabalho ou serviço me faz lembrar muito uma empresa ou ramo comercial onde, gostando ou não, devemos trabalhar para nos sustentar. Quando digo que é uma “missão”, digo que a faço por prazer e porque realmente gosto. Desde meu noviciado trabalho na área econômica da Província e nunca achei um trabalho pesado. Cansar-se é normal, mas esta missão me realiza em todos os aspectos. Aprendi muito com o meu pai sobre economia, e espero corresponder com as expectativas da Congregação.

Minha missão é acompanhar e administrar o nosso Colégio Internacional Leão Dehon, que antes de tudo, não é uma escola, mas um local onde padres e religiosos dehonianos residem. Os estudos são feitos fora, nas universidades. É fantástica a dinâmica da casa! Temos 13 funcionários, da portaria à lavanderia, mais alguns colaboradores como o da jardinagem e o factotum,isto é, uma pessoa que nos ajuda nos trabalhos de conservação da casa.

Na Cúria Geral, auxilio o padre Aquilino, nosso Ecônomo Geral. É um padre muito empenhado e com um espírito estupendo! Sempre elétrico! Dá atenção a todos que lhe pedem socorro e possui uma paciência admirável. Com ele estou aprendendo muito e fico grato a Deus por tê-lo como “professor”. Na Cúria confeccionamos os balanços patrimoniais das províncias e controlamos os investimentos. É realmente fascinante!

Agradeço mais uma vez ao padre Djalma, que, com sua simpatia e atenção aos confrades, proporcionou este momento de partilha. Rogo a Deus que continue a abençoar a nossa Congregação para continuar avante a nossa missão: amor e reparação.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Nosso brasileiro que vive na paróquia....

Vamos saber um pouco mais sobre os dehonianos brasileiros que estão em Roma para estudar ou trabalhar. Alguns tem a missão de conciliar as duas coisas. Pe. Everton dos Santos Carvalho, mineiro de Varginha(e amigo pessoal do ET), nos conta a sua experiência de morar em nossa Paróquia Dehoniana, aqui em Roma, e fazer o curso de Direito Canônico. Fala Everton....



É com alegria que partilho com vocês um pouco da minha vida de estudante, e membro da paróquia “Sacro cuore di Cristo Re”, em Roma. Paróquia está que foi a primeira cúria geral de nossa congregação, e para quem não sabe, de propriedade da mesma, porque comprada pelo proprio padre Dehon.
Com relação aos estudos, graças a Deus, se desenvolvem com serenidade, apesar de serem bastante exigentes. Estudo na Universidade “San Giovanni in Laterano”, cursando mestrado em direito canônico, com duração de três anos, se tudo correr bem. Tais estudos me habilitarão para lecionar direito canônico e também ser um operador ou colaborador nos tribunais eclesiásticos de nossa Santa madre Igreja. Em conversa com padre Mariano em sua última vinda à Roma, em ocasião da reunião dos superiores maiores, expressei minha satisfação de poder estar me especializando em tal área, e pelas previsões, concluo o mestrado em meados de 2012, e me coloco à disposição dos superiores em relação a continuação dos estudos ou o retorno ao Brasil.
Sobre a minha presença na paróquia (que é a primeira experiência deste tipo entre as províncias brasileiras e a italiana), posso dizer que é bastante interessante e ao mesmo tempo desafiadora. Interessante porque me coloca em contato direto com o estilo de vida comunitária dos italianos, com a vida da paróquia (que é muito diferente da realidade brasileira), com as pessoas, que é sempre um desafio em termos de comunicação, por conta da língua, e por tantas outras circunstancias que em conjunto me ajudam a crescer, e amadurecer alguns projetos pessoais para o meu futuro. Mas, não deixa também se ser uma experiência desafiadora em tantos outros aspectos.

Em primeiro lugar porque é difícil conciliar a realidade dos estudos e de pastorais. E para nós brasileiros, que temos uma sensibilidade pastoral um pouco diversa, dizer “não posso” para as pessoas às vezes é uma experiência um pouco dolorosa, sobretudo quando se vê as necessidades a sua frente. Mas, sou consciente que minha primeira missão aqui é estudar, e isto me deixa um pouco mais tranqüilo. Um outro desafio e este um pouco mais difícil (ao menos em termos pessoais) é estar um pouco longe dos confrades brasileiros que estão no colégio internacional, apesar de estarmos na mesma cidade. Isto porque quando se está fora do país, os confrades se tornam muito importantes, porque não são apenas confrades, mas, ponto de referencia de nossa cultura e de nosso estilo brasileiro de viver a vida religiosa. Sem sombra de dúvida posso dizer que hoje olho meus confrades com outros olhos.
E para finalizar, gostaria apenas de dizer aos confrades que serão convidados a se prepararem para cooperar na “missão de ensinar da Igreja”, que não tenham medo do novo o das dificuldades. Posso dizer por experiência própria, que o Senhor é muito fiel às suas promessas, e se releva a cada dia como providente e misericordioso.
Um grande abraço a todos, e que o Coração de Jesus continue a nos iluminar na missão comunitária e pessoal de membros da congregação.

Vivat cor Iesu!

Pe. Everton dos Santos Carvalho scj.