sábado, 22 de janeiro de 2011

O doutorado do Padre Mário Marcelo

Roma continua gelada, com muita chuva e muito frio. Mas, dentro dos muros do Collegio Internazionale Leone Dehon, nem tudo é inverno. Existe um quarto sempre aquecido e com muitos livros abertos. É o quarto 340, do Pe. Mário Marcelo, que está aqui para fazer seu doutorado. Vamos saber um pouco sobre esse mineiro de Itumirim...



"Está sendo uma experiência extraordinária morar e estudar em Roma. Num primeiro momento foi difícil deixar o Brasil, os trabalhos, família e amigos para adaptar-me em terras “estranhas”. Chegando em Roma fui muito bem acolhido pelo superior da casa, pelos confrades e em particular pelos brasileiros que aqui estavam. Tudo isso me ajudou muito na adaptação. Comecei a aprender italiano e ao mesmo tempo preparar-me para o doutorado. Estou descrevendo uma dissertação na área da bioética: “Manipulação genética e impacto na dignidade humana”, um tema interessante, atual e desafiador. A vantagem de estudar aqui é que tenho tempo quase integral para me dedicar ao doutorado. Temos nossos momentos de oração, missas, adoração ao Santíssimo etc. Não temos muitos trabalhos pastorais, exceto períodos fortes como Natal e Páscoa, mas ajudo como capelão de uma comunidade de religiosas.
Roma é uma cidade maravilhosa, nossa história cristã está muito aqui, vivo momentos fortes da nossa fé nesta cidade, as visitas aos locais do contexto cristão, às igrejas históricas, museus e claro, pizzarias e sorveterias excelentes. Um momento forte foi a oportunidade de um encontro com o Papa Bento XVI, onde tive a oportunidade de cumprimentá-lo e evidente pedir-lhe uma bênção.
A experiência do doutorado é excelente, estudar em um instituto de Teologia Moral, com professores autores das obras que eu sempre usei, conhecer o pensamento, as pesquisas na área e, sobretudo, a oportunidade que estou tendo de aprender, refletir e debater o pensamento moral atual da Igreja, é uma oportunidade enriquecedora e que me da melhores condições de continuar como professor de teologia moral no Brasil.
Saudades do Brasil???!!!!!!! Sim, bastante mas, ... ‘preciso terminar para depois continuar’ meu trabalho."





Padre Mário Marcelo Coelho, sacerdote dehoniano, natural de Itumirim MG, formado em Zootecnia e pela Universidade Federal de Lavras, MG, também mestre em Zootecnia pela mesma Universidade. Entrou no seminário em 1991 percorreu todo o processo de formação da vida religiosa ordenando sacerdote no dia 09 de dezembro de 2000 em sua cidade natal. Após ser ordenado foi designado pelo seu superior a fazer o mestrado em teologia moral no Centro Universitário Assunção, SP. Ao terminar o curso com a defesa da tese “Uma avaliação ético-teológica do xenotransplante” foi designado a residir na comunidade religiosa do “Conventinho” em Taubaté, SP, exercer o ministério como formador dos religiosos dehonianos que cursam a teologia e assumir a função de professor de teologia moral na Faculdade dehoniana, foi vice-diretor geral da Faculdade Dehoniana, Taubaté, SP, período 02/2005 - 02/2009 (assumiu por 2 anos como diretor interino). Atualmente está em Roma fazendo o doutorado em Teologia Moral na Academia Alfonsiana.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Presença agradável do Pe. Chico Sehnem,scj



Pe. Chico Sehnem, chegou em Roma junto com o último mês de 2010. Veio para uma missão: falar sobre a História da nossa Congregação, no curso de Formadores. Agora, com o ano de 2011 já em plena atividade e com a missão cumprida, ele volta para o Brasil. Agradecemos ao Pe. Chico pelo imenso trabalho que desenvolveu e pela companhia, sempre agradável e cheia de histórias. Fiquemos aqui com algumas impressões desta viagem.



EM ROMA MAIS UMA VEZ

Quando de regresso ao Brasil, nos inícios de 2004, eu me imaginava que poderia aposentar o meu passaporte. E, de fato, não tinha mais tantos projetos de viagens. Durante um bom tempo estivera fora de casa, em média, sete meses por ano e, depois, as viagens ainda eram bem frequentes.
Quando o P. Nivaldo Alves de Souza começou a preparar o Curso para os Formadores a realizar-se em Roma, pediu-me sugestões. Acabei enviando algumas sugestões de temas e material, como também de pessoas que poderiam auxiliar. Dos meus tempos de Roma, quando responsável pela Formação Permanente, me recordava de um bom número de Religiosos, e professores que nos haviam ajudado. Passados alguns meses, ele volta a me escrever. Estava terminando o ano de 2009. O P. Egídio Driedonkx havia assumido o compromisso de falar aos Formadores sobre a História da Congregação. Apenas havia escrito algumas páginas e comunicou ao P. Nivaldo que sentia que as suas forças estavam diminuindo e temia não poder realizar satisfatoriamente esta sua missão.
A seguir, os padres Nivaldo e Egídio escreveram-me várias vezes e acabei aceitando o desafio de vir a Roma e tentar transmitir aos Formadores algo sobre a Nossa História. Confesso que no início me senti um pouco receoso. Mas, na medida que preparava o material não só fui perdendo o medo, mas me entusiasmando e esperando o momento de chegar a Roma.
E, um dia resolvi conhecer a turma. Meu computador mostrou-me os vários Padres Formadores vindos de tantos países: Chile, Camarões, Filipinas, Angola (Camarões), Congo, Brasil, Indonésia Polônia, Índia, Portugal e Venezuela. Então aconteceram duas coisas. Perdi o medo em relação ao meu italiano e pensei que realmente valia a pena ir a Roma. Se os Padres Formadores vieram de tantos países e de longe para poderem depois fazer ainda melhor o seu trabalho na formação dos nossos futuros religiosos e sacerdotes, vale a pena ir até lá, para dar também minha pequena contribuição.
Como o Padre Dehon falava dos seus missionários, penso que posso dizer o mesmo dos Formadores: “A sua vida é uma vida de reparação e de imolação, como pede a nossa vocação”. Serão inscritos no livro dos mártires.
E, com o Padre Dehon, peço que sejam generosos até o fim.

Pe. Francisco Sehnem, scj

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

P. Nivaldo está se despedindo de Roma...


REGRESSANDO AO BRASIL



Em janeiro próximo vindouro estaria fazendo 04 anos do meu terceiro período romano de colaboração com o Governo geral.

Propus-me vir a Roma para ajudar no CSD (Centro de Estudos Dehonianos) e também fazer uma reciclagem geral. Foram anos intensos de colaboração com o Governo Geral. Além da dedicação “full time” ao trabalho de digitalização de manuscritos inéditos de Padre Dehon, assumi também a organização da formação dehoniana para os padres jovens que, estando em Roma, se preparavam para a missão formativa em seus países de origem. Isso aconteceu nos anos 2007-2008.

Em 2009 elaborei o projeto do segundo Curso Internacional para Formadores com a duração de 01 ano, tendo por objetivo geral: atualizar os formadores, qualificando-os na sua missão de acompanhamento e discernimento vocacional. Foi um trabalho muito melindroso: organizar os temas, procurar os docentes dehonianos e não dehonianos, organizar a programação com seu horário, prever eventos complementares, organizar o projeto de uma peregrinação, com retiro, a lugares caros significativos à Congregação: França: Paray-Le-Monial, Saint Quentin, La Capelle; Bélgica: Bruxelas e Luxemburgo: Clairefontaine.

Fui conselheiro da Direção da comunidade de Roma II. Tempo de dedicação à vida dos confrades.

Foi um tempo muito rico: conhecimento e convivência com novas pessoas, ajuda pastoral em algumas paróquias, acolhimento de brasileiros em suas passagens por Roma. Volto ao Brasil, particularmente para trabalhar na Paróquia São Cristovão, Itajaí, Santa Catarina. Filosofia na Faculdade São Luiz? È algo a ser pensado no futuro... De uma coisa estou certo: jamais me esquecerei deste tempo de Roma.

Ao Governo geral muito obrigado pelo convite e confiança para este meu trabalho. Aos confrades brasileiros que ficam... sucesso em seus empreendimentos. Aos confrades não brasileiros, até qualquer momento em algum lugar! Aos leitores deste Blog, “Bocca de Roma”, o meu abraço.